Antes que julguem que ando para aí a beber "borradinha", o leite dourado é uma bebida super saborosa, de origem indiana, e que facilmente se experimenta em casa, sem sequer precisarem de comprar a mistura já feita, embora facilite imenso quando temos "preguicite" aguda.
Com origem na medicina ayurvédica, esta bebida fortalece o
sistema imunitário (dá um certo jeito estes dias cá por casa), é anti-inflamatória, ajuda na digestão e tem um sabor muito agradável.
No meu caso, comprei a mistura já feita da Sonnentor (+-8€) e adiciono apenas a bebida vegetal e um pouquinho de óleo de côco para potenciar a absorção da curcumina.
Experimentem.
Bjinho,
Vera
Se quiserem saber mais acerca do leite dourado:
https://www.jasminealimentos.com/alimentacao/leite-dourado-bebida-de-ouro/
https://www.madebychoices.pt/leite-dourado-golden-milk/
https://melhorcomsaude.com/leite-dourado-bebida-pode-mudar-vida/
http://www.heavenlynnhealthy.com/turmeric-latte-golden-milk/
Um cancro de mama diagnosticado aos 33 anos. Não procuro ser mais do que um exemplo de luta, mais uma "Maria" a encarar olhos nos olhos esta doença. Não sou a primeira, gostaria muito de ser a última mulher com esta doença. Infelizmente, não serei. Mas serei mais uma a dar armas às "Marias" que se virem confrontadas com este desencontro da vida.
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domingo, 21 de janeiro de 2018
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Receitas cá de casa | Bolinhos de arroz
Pois bem, de nada adianta publicar fotos no facebook e não dizer como faço.
Não invento a roda, apenas tento dar um toque mais saudável às coisas, por mim, pela Rita e pelo pai, ambos gulosos.
A receita original dos bolinhos de arroz implica manteiga, leite de vaca e açúcar branco. Foi principalmente aí que mexi, sendo que mantive a farinha de trigo, apesar de ter mexido também nas quantidades :)
Ingredientes já adaptados:
250 grs de farinha de arroz
100 grs de farinha de trigo
3 ovos
2 dl de leite (usei bebida de arroz)
1 c chá de fermento (ou bicarbonato de sódio)
80 grs de açúcar mascavado
80 grs de óleo de côco da Prozis (tem de ser, não é?) ou manteiga de côco da Vaqueiro
raspa de 1 limão
1 pitada de sal
Mexer o açúcar, o óleo e a raspa do limão. Adicionar os ovos um a um e mexer sempre.
Adicionar o leite em fio e envolver as farinhas, fermento e sal. Envolver tudo e deixar descansar 1h.
Depois é só colocar em forminhas de cupcake ou em formas cilíndricas (encher até 2/3), sempre ficarão mais parecidas com os que se compram nas pastelarias. Polvilhar com um bocadinho de açúcar mascavado e levar ao forno 20-25 minutos, a 200º.
Aqui os de casa podem não estar tão bonitos e altinhos, mas os "provadores" aprovaram. Na próxima talvez coloque mais um bocadinho de gordura ou deixe estar menos tempo no forno para ficarem mais húmidos. Deu para uns 20 bolinhos!
Bjinho
vera
Não invento a roda, apenas tento dar um toque mais saudável às coisas, por mim, pela Rita e pelo pai, ambos gulosos.
A receita original dos bolinhos de arroz implica manteiga, leite de vaca e açúcar branco. Foi principalmente aí que mexi, sendo que mantive a farinha de trigo, apesar de ter mexido também nas quantidades :)
Ingredientes já adaptados:
250 grs de farinha de arroz
100 grs de farinha de trigo
3 ovos
2 dl de leite (usei bebida de arroz)
1 c chá de fermento (ou bicarbonato de sódio)
80 grs de açúcar mascavado
80 grs de óleo de côco da Prozis (tem de ser, não é?) ou manteiga de côco da Vaqueiro
raspa de 1 limão
1 pitada de sal
Mexer o açúcar, o óleo e a raspa do limão. Adicionar os ovos um a um e mexer sempre.
Adicionar o leite em fio e envolver as farinhas, fermento e sal. Envolver tudo e deixar descansar 1h.
Depois é só colocar em forminhas de cupcake ou em formas cilíndricas (encher até 2/3), sempre ficarão mais parecidas com os que se compram nas pastelarias. Polvilhar com um bocadinho de açúcar mascavado e levar ao forno 20-25 minutos, a 200º.
Aqui os de casa podem não estar tão bonitos e altinhos, mas os "provadores" aprovaram. Na próxima talvez coloque mais um bocadinho de gordura ou deixe estar menos tempo no forno para ficarem mais húmidos. Deu para uns 20 bolinhos!
Bjinho
vera
domingo, 17 de abril de 2016
A "nutella"
Cada vez que olho para as lista de ingredientes das supostas "comidas" para crianças, dá-me arrepios. Entupimos as crianças de açúcar. Depois de deixarem o leite materno, começamos pelas papas, ou como já ouvi falar uma vez, a farinha de engorda das crianças. Não, não sou perfeita. A minha filha também as comeu, e ainda come atualmente cereais com leite, se bem que eu é que escolho os cereais.
Com uma maior consciência dos alimentos que ingerimos, vem também mais trabalho para nós. Na sexta à noite fizémos iogurtes, ontem fizémos a nutella. Mas sabem bem, e a Rita ajuda nestas tarefas com gosto e vai ganhando consciência que devemos optar pelas coisas mais simples e melhores, o que não é necessariamente mais caro.
A nutella, por norma, encanta miúdos e graúdos. E sim, a nutella feita em casa não é igual à nutella que se compra. E ainda bem que assim o é. A nutella feita em casa não leva porcarias, óleos estranhos, açúcares escondidos com nomes de coisa fina. Não fui eu que inventei a receita. Fui inspirar-me para a receita a um outro blog De Sedentário a Maratonista, que por sua vez também já se tinha inspirado noutro blog. Não há necessidade de re-inventar a roda.
Fonte: De Sedentário a Maratonista
Ora, da minha experiência em não seguir receitas à letra, eis os meus comentários:
- Costumo usar 100gramas de avelãs (o que custa mais ou menos 2 euros) e dá a quantidade do pote da fotografia. Aguenta-se uns 15 dias, por isso não vale a pena fazer muita quantidade.
- Apesar de receita original não mencionar, se usarem avelãs com casca, têm de as descascar. O sítio mais barato onde encontro as avelãs é na zona de "granel" do jumbo, mas é preciso estar atento porque têm muitas amêndoas misturadas...e pagamos amêndoa ao preço da avelã :)
- Para descascar a avelã, é só levá-las ao forno os tais 10 minutos, depois embrulham num pano de cozinha e vão "mexendo" até a maior parte das cascas saírem. O resto tirem "à lá pate"...
- Considerem o tamanho das avelãs. Se forem mais pequenas, não deixem tanto tempo no forno. Elas vão ao forno para lhes conseguirmos tirar a casca e para depois "libertarem" o óleo, mas se torrarem muito, pode dar um travo a torrado no final.
- O mel é importante, porque é ele que vai dar o tom adocicado. Como eu usei um mel verdadeiro, da Serra da Freita, que é forte mas pouco doce, acrescentei uma colher de açúcar mascavado no fim.
- Uso cacau magro, quase "puro", por isso vou acrescentando aos pouco, porque é muito forte.
- Usei a minha yammi (=bimba dos pobres) para fazer a nutella, mas acho que qualquer processador de alimentos serve.
No fim, o comentário da Rita a lambusar-se foi: "mamã, esta nutella está deliciosa."
E não preciso de mais reviews, basta-me o dela!
Bjinho,
Vera
Com uma maior consciência dos alimentos que ingerimos, vem também mais trabalho para nós. Na sexta à noite fizémos iogurtes, ontem fizémos a nutella. Mas sabem bem, e a Rita ajuda nestas tarefas com gosto e vai ganhando consciência que devemos optar pelas coisas mais simples e melhores, o que não é necessariamente mais caro.
A nutella, por norma, encanta miúdos e graúdos. E sim, a nutella feita em casa não é igual à nutella que se compra. E ainda bem que assim o é. A nutella feita em casa não leva porcarias, óleos estranhos, açúcares escondidos com nomes de coisa fina. Não fui eu que inventei a receita. Fui inspirar-me para a receita a um outro blog De Sedentário a Maratonista, que por sua vez também já se tinha inspirado noutro blog. Não há necessidade de re-inventar a roda.
Receita:
2 cups (+/- 250ml)
de avelãs
1/2 cup de mel
3 colheres de sopa
de cacau cru em pó
água
Torrar as avelãs no forno a 180ºC durante aproximadamente 10
minutos. Depois tirá-las do forno e deixar arrefecer. Assim que estiverem
frias, triturem-nas bem num processador (ou uma Bimby), até estarem totalmente
moídas. Depois juntem o mel, o cacau e misturem de novo, antes de gradualmente
irem adicionando a água. É importante que adicionem a água só depois de misturarem
bem os primeiros ingredientes, pois até podem não necessitar da água.
Fonte: De Sedentário a Maratonista
Ora, da minha experiência em não seguir receitas à letra, eis os meus comentários:
- Costumo usar 100gramas de avelãs (o que custa mais ou menos 2 euros) e dá a quantidade do pote da fotografia. Aguenta-se uns 15 dias, por isso não vale a pena fazer muita quantidade.
- Apesar de receita original não mencionar, se usarem avelãs com casca, têm de as descascar. O sítio mais barato onde encontro as avelãs é na zona de "granel" do jumbo, mas é preciso estar atento porque têm muitas amêndoas misturadas...e pagamos amêndoa ao preço da avelã :)
- Para descascar a avelã, é só levá-las ao forno os tais 10 minutos, depois embrulham num pano de cozinha e vão "mexendo" até a maior parte das cascas saírem. O resto tirem "à lá pate"...
- Considerem o tamanho das avelãs. Se forem mais pequenas, não deixem tanto tempo no forno. Elas vão ao forno para lhes conseguirmos tirar a casca e para depois "libertarem" o óleo, mas se torrarem muito, pode dar um travo a torrado no final.
- O mel é importante, porque é ele que vai dar o tom adocicado. Como eu usei um mel verdadeiro, da Serra da Freita, que é forte mas pouco doce, acrescentei uma colher de açúcar mascavado no fim.
- Uso cacau magro, quase "puro", por isso vou acrescentando aos pouco, porque é muito forte.
- Usei a minha yammi (=bimba dos pobres) para fazer a nutella, mas acho que qualquer processador de alimentos serve.
No fim, o comentário da Rita a lambusar-se foi: "mamã, esta nutella está deliciosa."
E não preciso de mais reviews, basta-me o dela!
Bjinho,
Vera
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Mudanças tangíveis
Há mudanças que todos nós podemos fazer em prol da nossa saúde, especialmente quando a sentimos escapar por entre os dedos. Quando fui diagnosticada, assumi um papel interveniente e ativo na minha recuperação. Levar com estatísticas e probabilidades pouco abonatórias pôs-me a matutar...como ajudar o organismo, o meu corpo a aguentar com tanta agressão (=tratamentos) e ainda ter força para se auto-regenerar?
A alimentação é uma das grandes armas de que todos dispomos. Li muito, pesquisei muito e questionei muito os meus hábitos alimentares atuais e passados (há quem defenda que os primeiros anos da nossa vida são marcantes para a nossa saúde futura). Mesmo antes de consultar a minha querida nutricionista, já havia começado a eliminar algumas coisas da minha dieta. Os laticínios, as carnes vermelhas, o açúcar branco, os intensificadores de sabor ou adoçantes sintéticos, entre outras pérolas da alimentação moderna.
Fui aplicando estes e outros cortes cá em casa e os nossos palatos vão-se habituando a novos sabores, a novas receitas, a novos métodos e a uma melhor seleção dos produtos que ingerimos. A carne vermelha deixou de ter lugar, comemos as brancas e, sempre que possível, de origem conhecida. Deixar o conhecido pode ser, por vezes, uma chatice. Parece que só sabemos cozinhar carne e peixe...
No sábado passado, dei mais um avanço no sentido da mudança. Passei o dia num curso de Alimentação e Nutrição Vegetariana. Nesta primeira sessão, foram abordados alguns conceitos de nutrição que já me eram familiares, mas aprendi imenso. Na próxima sessão, mais alguns conceitos teóricos e práticos para quem quer adoptar um estilo de vida mais saudável. No fundo, é uma abordagem holística da alimentação atual que ajuda a compreender muitas das doenças modernas.
De facto, somos o que comemos, como disse o Hipócrates, pai da medicina, há 2500 anos. E estaria ele errado ao afirmar que o "alimento seja o vosso primeiro medicamento?
Bjinho,
Vera
A alimentação é uma das grandes armas de que todos dispomos. Li muito, pesquisei muito e questionei muito os meus hábitos alimentares atuais e passados (há quem defenda que os primeiros anos da nossa vida são marcantes para a nossa saúde futura). Mesmo antes de consultar a minha querida nutricionista, já havia começado a eliminar algumas coisas da minha dieta. Os laticínios, as carnes vermelhas, o açúcar branco, os intensificadores de sabor ou adoçantes sintéticos, entre outras pérolas da alimentação moderna.
Fui aplicando estes e outros cortes cá em casa e os nossos palatos vão-se habituando a novos sabores, a novas receitas, a novos métodos e a uma melhor seleção dos produtos que ingerimos. A carne vermelha deixou de ter lugar, comemos as brancas e, sempre que possível, de origem conhecida. Deixar o conhecido pode ser, por vezes, uma chatice. Parece que só sabemos cozinhar carne e peixe...
No sábado passado, dei mais um avanço no sentido da mudança. Passei o dia num curso de Alimentação e Nutrição Vegetariana. Nesta primeira sessão, foram abordados alguns conceitos de nutrição que já me eram familiares, mas aprendi imenso. Na próxima sessão, mais alguns conceitos teóricos e práticos para quem quer adoptar um estilo de vida mais saudável. No fundo, é uma abordagem holística da alimentação atual que ajuda a compreender muitas das doenças modernas.
De facto, somos o que comemos, como disse o Hipócrates, pai da medicina, há 2500 anos. E estaria ele errado ao afirmar que o "alimento seja o vosso primeiro medicamento?
Bjinho,
Vera
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| Jantar de ontem: cogumelos Shiitake no wok em bastante azeite, com mistura de legumes (tomate, brócolos, alho francês, cenoura, batata-doce, abóbora, alho e salsa), a acompanhar com feijão vermelho. |
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Refeições do dia-a-dia
Ainda acerca da alimentação, costumam perguntar-me o que eu como cá em casa, tendo em conta as minhas "esquisitices". Sendo assim, cá vai.
Hoje a couve galega é rainha cá em casa. Caldo verde para começar, seguido de batatinha cozida com mais da dita couve e uma espécie de bacalhau com broa desconstruído, como dizem os modernos.
Beijinho
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