Comecei por ver imensas fotos no facebook a preto e branco...não percebi o intuito, mas também não questionei. Vê-se por lá tanta coisa estranha, que uma foto a preto e branco em nada me tocou. Nenhuma me tocou, mesmo quando me apercebi que era uma espécie de alerta contra o cancro...fiquei insensível talvez. Muita quimio e radio neste corpinho para ligar a essas pseudo-campanhas de alerta.
Apenas uma foto me fez parar e admirar a coragem. A Rachel, uma mulher com cancro inflamatório da mama que faz parte dos mesmos grupos de apoio que eu "frequento", e que simplesmente se colocou a preto e branco, tal como ela é, tal como o cancro a deixou.
Tão simples quanto isto...chega para alertar os mais distraídos?
Se não chega, leiam as palavras dela.
"Challenge accepted! You want a "cancer awareness campaign"? Here, have this. Everyone is aware of cancer. Telling people where you keep your handbag, what colour your pants are, or writing some cryptic status like "used my boobs to get out of a parking ticket" isn't going to raise anyone's awareness (..) And the latest craze is a black and white photo. How the hell does that raise awareness or raise funds for research? By all means, let's try and have some fun whilst we raise awareness (anyone who knows me knows I have always tried to see the positive or humorous side of things) but it's not just "awareness" - everyone needs to be aware of the signs of cancer and to check themselves regularly. I know the people doing these statuses and pictures have good intentions, so I'm not attacking anyone who has done them. By all means join the "don't forget to check" Facebook group so you get monthly reminders to check your breasts. Set yourself an alarm on your phone. Check every time you're in the shower. Familiarise yourselves with all the symptoms... not just a lump but also a rash, a swelling, a redness, a pain. By all means share this "black and white no make up selfie" of me showing what happens if you have to have a mastectomy. Maybe that will make people check. Maybe that will encourage people to donate. Having cancer isn't fun. Having cancer isn't brave. Having cancer isn't a picture you can post and then hide behind. It's horrible, it's a killer, and it's something we do all need to be aware of in the right way."
Beijinho,
Vera
Um cancro de mama diagnosticado aos 33 anos. Não procuro ser mais do que um exemplo de luta, mais uma "Maria" a encarar olhos nos olhos esta doença. Não sou a primeira, gostaria muito de ser a última mulher com esta doença. Infelizmente, não serei. Mas serei mais uma a dar armas às "Marias" que se virem confrontadas com este desencontro da vida.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Benditos chineses
Foi à conta dos chineses que me esqueci do meu marcador
tumoral. Em 2 anos, nunca me tinha esquecido de ver resultados de análises, nem
nunca me tinha conseguido esquecer dos resultados. Há uma primeira vez para
tudo…até para o CA 15.3.
No dia 1 de julho fui ao meu oncologista e fiz alguns
exames. Com as ecografias, não crio grande ansiedade, porque é percetível se
está tudo bem e o médico logo me diz “Tudo perfeito, dona Vera. Até daqui a uns
tempos”. Já com o marcador, não é bem a mesma coisa. Demora, pelo menos, 24
horas a sair o resultado e por norma, abro o relatório das análises e corro até
ao último item para ver este “indicador de bicheza”.
A semana passada foi tão agitada que me esqueci de aceder ao
portal do utente para ver os resultados… uma dúzia de chineses, ensaios de
hip-hop, charmoso ocupado e mais umas coisas na vida do dia-a-dia… bye bye
cancer. Sem espaço na memória física para ti.
Mas sim, continua tudo bem. Marcador tumoral estável e
baixinho, como se quer para todo o sempre. A única surpresa desagradável é,
novamente, a vitamina D pelas ruas da amargura. Preciso de sol, já que mesmo
com suplementos, não chego sequer aos minímos recomendáveis para um adulto
normal. Hoje fiz um pouco de fotossíntese no mini-intervalo para almoço e
depois do trabalho fui até à praia com a minha filhota aproveitar o resto do
sol e da maresia (sim, eu sei que a partir de uma certa hora e com determinada inclinação dos raios de sol, já é quase em vão a exposição ao sol para efeitos de vit. D, mas sabe-nos bem na mesma).
O pai charmoso juntou-se a nós mais tarde, mas ficou-se pelo passadiço de madeira na Vagueira,
enquanto nós fazíamos bolos de areia molhada e colhíamos conchas. Como é fácil
ser feliz com tão pouco:)
Bjinho
sexta-feira, 17 de junho de 2016
2 anos
Já cá estou, atingi uma primeira meta de 2 anos pós-cirurgia. Em breve, 2 anos pós-tratamento choque...serão 3 para o ano, depois 4, 5, 6 e por aí em diante.
Fé, esperança e alegria de viver, de mãos dadas com a vida.
Beijinho :)
Vera
Fé, esperança e alegria de viver, de mãos dadas com a vida.
Beijinho :)
Vera
sábado, 11 de junho de 2016
Por passos de bebé.
Alertaram-me, esta semana, para o facto de eu não escrever
nada no blog há muito tempo e perguntaram-me se estava tudo bem. O blog serve
para isso mesmo, para que acompanhem a história, ou mera estória provavelmente.
Tem estado tudo bem comigo e com os da família, com trabalho
e serenidade. Há dias de azáfama, dias mais calmos, dias para todos os gostos.
Em breve, chegará um dia que me marcou…nesse dia, faz anos o meu
afilhado mais velho, mas foi também o dia da cirurgia. Fará 2 anos que fiz a
cirurgia, que mandei para análise uma parte do corpo que já não sentia minha,
que eu já não queria e que me podia privar de estar aqui a escrever.
Este mês, depois de bastante ponderação, abri, na minha
cabeça, a porta da reconstrução. Depois de luz semi-verde por parte do
oncologista, porque apenas em setembro se completam 2 anos após radioterapia,
começamos a pensar nesse processo. Uma primeira consulta de cirurgia já me pôs
a pensar nas hipóteses, trouxe os papéis para os exames necessários, vi e ouvi
o que a minha cirugiã me disse, mas ainda não quero a consulta com o cirurgião
plástico (passo 2).
Porquê adiar o segundo passo? Por tudo e mais alguma
coisa…porque ainda não completei 2 anos após fim de tratamentos choque, porque
tenho pavor a estar outra vez dias e dias sem tomar banho no verão, porque
tenho medo, porque vai doer, porque ainda não sei que decisões vou tomar a
nível de profilaxia, porque vai doer (repetido intencionalmente)...mas acima de
tudo, porque a minha filha entra na escola primária em setembro. É um passo
importante na vida dela, um marco de vida em que eu quero estar presente e
quero que ela tenha uma mãe minimamente activa nessa altura. Quando for operada, provavelmente tenho de voltar a recorrer à minha mãe para assistência ao domicílio e ao Nuno para motorista privado e, diga-se de passagem, nunca gostei muito de estar dependente.
Depois disso, depois de ultrapassadas as outras questões e
depois de eu própria saber o que pretendo com este passo, aí sim, vamos lá
plastificar. Até lá, estou bem, feliz e a viver os dias com alegria. Continuo assim, como sou e como o cancro me deixou. Mas acreditem, eu deixei-o bem pior :)
Beijinho
Vera
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Fase rotineira
Há dias em que me consigo esquecer do cancro e levo uma vida normal, entro na rotina despassarada de escola, trabalho, casa, lava roupa, arruma roupa e desatino com as mais pequenas coisas....sim, imagino que o normal de todas as pessoas.
Houve dias, no meu annus horribilis de 2014 em que eu dizia a mim mesma que nunca ia voltar a ter dias assim, de rotinas parvas que nos emudecem e adormecem o espírito. No entanto, à medida que o tempo passa e o "território" conquistado ao cancro vai aumentando, voltam velhos hábitos.
Por um lado, é altamente gratificante que assim seja. É sinal de que o cancro não voltou e que eu estou viva, apesar das mazelas físicas e das outras menos físicas:) Mas, por outro lado, às vezes chateio-me por cair na rotina tão facilmente, por ceder tão rapidamente à "vida" corriqueira, sem por vezes me dar conta que saio do trabalho, vou buscar a Rita e vamos para casa fazer jantar, banhos, etc...
Ontem fomos com ela à praia de manhã, com o tio Nelson e o charmoso. Estava um sol fantástico na Vagueira, apesar do vento. O meu termoestato ainda se encontra avariado, sentia algum frio, mas a Rita até na água chapinhou...! Andávamos nós de rabo para o ar a apanhar conchas quando ela descobre um búzio...a cara de felicidade dela fez o meu dia. É disto que nós todos precisamos, de encontrar um búzio. Para ela, uma espécie de tesouro, uma felicidade tal que saltava de alegria na praia.
Conseguíssemos nós, adultos, ficar tão felizes com tudo o que temos e havia menos caras sizudas e mais alegria de viver. Dizem que só damos valor à vida quando esta está em risco....porque não fazer isso antes?
Beijinho,
Vera
Houve dias, no meu annus horribilis de 2014 em que eu dizia a mim mesma que nunca ia voltar a ter dias assim, de rotinas parvas que nos emudecem e adormecem o espírito. No entanto, à medida que o tempo passa e o "território" conquistado ao cancro vai aumentando, voltam velhos hábitos.
Por um lado, é altamente gratificante que assim seja. É sinal de que o cancro não voltou e que eu estou viva, apesar das mazelas físicas e das outras menos físicas:) Mas, por outro lado, às vezes chateio-me por cair na rotina tão facilmente, por ceder tão rapidamente à "vida" corriqueira, sem por vezes me dar conta que saio do trabalho, vou buscar a Rita e vamos para casa fazer jantar, banhos, etc...
Ontem fomos com ela à praia de manhã, com o tio Nelson e o charmoso. Estava um sol fantástico na Vagueira, apesar do vento. O meu termoestato ainda se encontra avariado, sentia algum frio, mas a Rita até na água chapinhou...! Andávamos nós de rabo para o ar a apanhar conchas quando ela descobre um búzio...a cara de felicidade dela fez o meu dia. É disto que nós todos precisamos, de encontrar um búzio. Para ela, uma espécie de tesouro, uma felicidade tal que saltava de alegria na praia.
Conseguíssemos nós, adultos, ficar tão felizes com tudo o que temos e havia menos caras sizudas e mais alegria de viver. Dizem que só damos valor à vida quando esta está em risco....porque não fazer isso antes?
Beijinho,
Vera
domingo, 17 de abril de 2016
A "nutella"
Cada vez que olho para as lista de ingredientes das supostas "comidas" para crianças, dá-me arrepios. Entupimos as crianças de açúcar. Depois de deixarem o leite materno, começamos pelas papas, ou como já ouvi falar uma vez, a farinha de engorda das crianças. Não, não sou perfeita. A minha filha também as comeu, e ainda come atualmente cereais com leite, se bem que eu é que escolho os cereais.
Com uma maior consciência dos alimentos que ingerimos, vem também mais trabalho para nós. Na sexta à noite fizémos iogurtes, ontem fizémos a nutella. Mas sabem bem, e a Rita ajuda nestas tarefas com gosto e vai ganhando consciência que devemos optar pelas coisas mais simples e melhores, o que não é necessariamente mais caro.
A nutella, por norma, encanta miúdos e graúdos. E sim, a nutella feita em casa não é igual à nutella que se compra. E ainda bem que assim o é. A nutella feita em casa não leva porcarias, óleos estranhos, açúcares escondidos com nomes de coisa fina. Não fui eu que inventei a receita. Fui inspirar-me para a receita a um outro blog De Sedentário a Maratonista, que por sua vez também já se tinha inspirado noutro blog. Não há necessidade de re-inventar a roda.
Fonte: De Sedentário a Maratonista
Ora, da minha experiência em não seguir receitas à letra, eis os meus comentários:
- Costumo usar 100gramas de avelãs (o que custa mais ou menos 2 euros) e dá a quantidade do pote da fotografia. Aguenta-se uns 15 dias, por isso não vale a pena fazer muita quantidade.
- Apesar de receita original não mencionar, se usarem avelãs com casca, têm de as descascar. O sítio mais barato onde encontro as avelãs é na zona de "granel" do jumbo, mas é preciso estar atento porque têm muitas amêndoas misturadas...e pagamos amêndoa ao preço da avelã :)
- Para descascar a avelã, é só levá-las ao forno os tais 10 minutos, depois embrulham num pano de cozinha e vão "mexendo" até a maior parte das cascas saírem. O resto tirem "à lá pate"...
- Considerem o tamanho das avelãs. Se forem mais pequenas, não deixem tanto tempo no forno. Elas vão ao forno para lhes conseguirmos tirar a casca e para depois "libertarem" o óleo, mas se torrarem muito, pode dar um travo a torrado no final.
- O mel é importante, porque é ele que vai dar o tom adocicado. Como eu usei um mel verdadeiro, da Serra da Freita, que é forte mas pouco doce, acrescentei uma colher de açúcar mascavado no fim.
- Uso cacau magro, quase "puro", por isso vou acrescentando aos pouco, porque é muito forte.
- Usei a minha yammi (=bimba dos pobres) para fazer a nutella, mas acho que qualquer processador de alimentos serve.
No fim, o comentário da Rita a lambusar-se foi: "mamã, esta nutella está deliciosa."
E não preciso de mais reviews, basta-me o dela!
Bjinho,
Vera
Com uma maior consciência dos alimentos que ingerimos, vem também mais trabalho para nós. Na sexta à noite fizémos iogurtes, ontem fizémos a nutella. Mas sabem bem, e a Rita ajuda nestas tarefas com gosto e vai ganhando consciência que devemos optar pelas coisas mais simples e melhores, o que não é necessariamente mais caro.
A nutella, por norma, encanta miúdos e graúdos. E sim, a nutella feita em casa não é igual à nutella que se compra. E ainda bem que assim o é. A nutella feita em casa não leva porcarias, óleos estranhos, açúcares escondidos com nomes de coisa fina. Não fui eu que inventei a receita. Fui inspirar-me para a receita a um outro blog De Sedentário a Maratonista, que por sua vez também já se tinha inspirado noutro blog. Não há necessidade de re-inventar a roda.
Receita:
2 cups (+/- 250ml)
de avelãs
1/2 cup de mel
3 colheres de sopa
de cacau cru em pó
água
Torrar as avelãs no forno a 180ºC durante aproximadamente 10
minutos. Depois tirá-las do forno e deixar arrefecer. Assim que estiverem
frias, triturem-nas bem num processador (ou uma Bimby), até estarem totalmente
moídas. Depois juntem o mel, o cacau e misturem de novo, antes de gradualmente
irem adicionando a água. É importante que adicionem a água só depois de misturarem
bem os primeiros ingredientes, pois até podem não necessitar da água.
Fonte: De Sedentário a Maratonista
Ora, da minha experiência em não seguir receitas à letra, eis os meus comentários:
- Costumo usar 100gramas de avelãs (o que custa mais ou menos 2 euros) e dá a quantidade do pote da fotografia. Aguenta-se uns 15 dias, por isso não vale a pena fazer muita quantidade.
- Apesar de receita original não mencionar, se usarem avelãs com casca, têm de as descascar. O sítio mais barato onde encontro as avelãs é na zona de "granel" do jumbo, mas é preciso estar atento porque têm muitas amêndoas misturadas...e pagamos amêndoa ao preço da avelã :)
- Para descascar a avelã, é só levá-las ao forno os tais 10 minutos, depois embrulham num pano de cozinha e vão "mexendo" até a maior parte das cascas saírem. O resto tirem "à lá pate"...
- Considerem o tamanho das avelãs. Se forem mais pequenas, não deixem tanto tempo no forno. Elas vão ao forno para lhes conseguirmos tirar a casca e para depois "libertarem" o óleo, mas se torrarem muito, pode dar um travo a torrado no final.
- O mel é importante, porque é ele que vai dar o tom adocicado. Como eu usei um mel verdadeiro, da Serra da Freita, que é forte mas pouco doce, acrescentei uma colher de açúcar mascavado no fim.
- Uso cacau magro, quase "puro", por isso vou acrescentando aos pouco, porque é muito forte.
- Usei a minha yammi (=bimba dos pobres) para fazer a nutella, mas acho que qualquer processador de alimentos serve.
No fim, o comentário da Rita a lambusar-se foi: "mamã, esta nutella está deliciosa."
E não preciso de mais reviews, basta-me o dela!
Bjinho,
Vera
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Ai a rotina, a malfadada rotina
Há dias em que caio na cama cansada e frustrada...24 horas dá para fazer tanta coisa, para viver tantas coisas diferentes, mas há dias em que parece que não fazemos nada de útil. As horas esfumam-se, vemos os relógios acelerarem e as nossas baterias a baixarem gradualmente na execução das tarefas...e assim, em nada, se volta a cair na cama, de onde não nos apetece sair de manhã.
Talvez seja apenas da mudança de estação, da falta do sol e da vontade de calçar as havaianas, mas tenho andado a perder baterias mais depressa do que gostaria. É ter a vontade de fazer as coisas, mas o corpo responde à velocidade de um caracol...é querer escrever e não sentir vontade de estar no computador à noite, é querer começar projetos pessoais e adiar consecutivamente...
Até este blog tem sofrido, coitado. Ando há séculos para:
- falar da sorte ou azar no cancro, basicamente desde que saiu um artigo na Science acerca do factor "azar" no cancro;
- falar acerca do que eu acho que contribuiu para o meu cancro:
- retratar aqui melhor as mudanças que fiz na alimentação;
- falar do que tenho feito para abrandar a osteopenia;
- falar das aventuras da minha filha de quase 6 anos;
- falar da reconstrução mamária;
- falar de cancro e da vida pós-cancro.
Porque afinal de contas...há vida depois do bicho, caramba!
O raio da rotina instalada é que não nos deixa viver...eheheheeheh. A malfadada rotina dá cabo de nós...horas para isto, horas para aquilo, trabalhar, comer, dar banho, tratar da casa, dormir, acordar, comer, trabalhar...
Enfim, nada que uma pessoa normal não compreenda e não sinta. Resta saber é como ser feliz e sorrir, mesmo no meio da rotina instalada.
Bjinho,
Vera
Talvez seja apenas da mudança de estação, da falta do sol e da vontade de calçar as havaianas, mas tenho andado a perder baterias mais depressa do que gostaria. É ter a vontade de fazer as coisas, mas o corpo responde à velocidade de um caracol...é querer escrever e não sentir vontade de estar no computador à noite, é querer começar projetos pessoais e adiar consecutivamente...
Até este blog tem sofrido, coitado. Ando há séculos para:
- falar da sorte ou azar no cancro, basicamente desde que saiu um artigo na Science acerca do factor "azar" no cancro;
- falar acerca do que eu acho que contribuiu para o meu cancro:
- retratar aqui melhor as mudanças que fiz na alimentação;
- falar do que tenho feito para abrandar a osteopenia;
- falar das aventuras da minha filha de quase 6 anos;
- falar da reconstrução mamária;
- falar de cancro e da vida pós-cancro.
Porque afinal de contas...há vida depois do bicho, caramba!
O raio da rotina instalada é que não nos deixa viver...eheheheeheh. A malfadada rotina dá cabo de nós...horas para isto, horas para aquilo, trabalhar, comer, dar banho, tratar da casa, dormir, acordar, comer, trabalhar...
Enfim, nada que uma pessoa normal não compreenda e não sinta. Resta saber é como ser feliz e sorrir, mesmo no meio da rotina instalada.
Bjinho,
Vera
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