Há dias em que me consigo esquecer do cancro e levo uma vida normal, entro na rotina despassarada de escola, trabalho, casa, lava roupa, arruma roupa e desatino com as mais pequenas coisas....sim, imagino que o normal de todas as pessoas.
Houve dias, no meu annus horribilis de 2014 em que eu dizia a mim mesma que nunca ia voltar a ter dias assim, de rotinas parvas que nos emudecem e adormecem o espírito. No entanto, à medida que o tempo passa e o "território" conquistado ao cancro vai aumentando, voltam velhos hábitos.
Por um lado, é altamente gratificante que assim seja. É sinal de que o cancro não voltou e que eu estou viva, apesar das mazelas físicas e das outras menos físicas:) Mas, por outro lado, às vezes chateio-me por cair na rotina tão facilmente, por ceder tão rapidamente à "vida" corriqueira, sem por vezes me dar conta que saio do trabalho, vou buscar a Rita e vamos para casa fazer jantar, banhos, etc...
Ontem fomos com ela à praia de manhã, com o tio Nelson e o charmoso. Estava um sol fantástico na Vagueira, apesar do vento. O meu termoestato ainda se encontra avariado, sentia algum frio, mas a Rita até na água chapinhou...! Andávamos nós de rabo para o ar a apanhar conchas quando ela descobre um búzio...a cara de felicidade dela fez o meu dia. É disto que nós todos precisamos, de encontrar um búzio. Para ela, uma espécie de tesouro, uma felicidade tal que saltava de alegria na praia.
Conseguíssemos nós, adultos, ficar tão felizes com tudo o que temos e havia menos caras sizudas e mais alegria de viver. Dizem que só damos valor à vida quando esta está em risco....porque não fazer isso antes?
Beijinho,
Vera
Um cancro de mama diagnosticado aos 33 anos. Não procuro ser mais do que um exemplo de luta, mais uma "Maria" a encarar olhos nos olhos esta doença. Não sou a primeira, gostaria muito de ser a última mulher com esta doença. Infelizmente, não serei. Mas serei mais uma a dar armas às "Marias" que se virem confrontadas com este desencontro da vida.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
A "nutella"
Cada vez que olho para as lista de ingredientes das supostas "comidas" para crianças, dá-me arrepios. Entupimos as crianças de açúcar. Depois de deixarem o leite materno, começamos pelas papas, ou como já ouvi falar uma vez, a farinha de engorda das crianças. Não, não sou perfeita. A minha filha também as comeu, e ainda come atualmente cereais com leite, se bem que eu é que escolho os cereais.
Com uma maior consciência dos alimentos que ingerimos, vem também mais trabalho para nós. Na sexta à noite fizémos iogurtes, ontem fizémos a nutella. Mas sabem bem, e a Rita ajuda nestas tarefas com gosto e vai ganhando consciência que devemos optar pelas coisas mais simples e melhores, o que não é necessariamente mais caro.
A nutella, por norma, encanta miúdos e graúdos. E sim, a nutella feita em casa não é igual à nutella que se compra. E ainda bem que assim o é. A nutella feita em casa não leva porcarias, óleos estranhos, açúcares escondidos com nomes de coisa fina. Não fui eu que inventei a receita. Fui inspirar-me para a receita a um outro blog De Sedentário a Maratonista, que por sua vez também já se tinha inspirado noutro blog. Não há necessidade de re-inventar a roda.
Fonte: De Sedentário a Maratonista
Ora, da minha experiência em não seguir receitas à letra, eis os meus comentários:
- Costumo usar 100gramas de avelãs (o que custa mais ou menos 2 euros) e dá a quantidade do pote da fotografia. Aguenta-se uns 15 dias, por isso não vale a pena fazer muita quantidade.
- Apesar de receita original não mencionar, se usarem avelãs com casca, têm de as descascar. O sítio mais barato onde encontro as avelãs é na zona de "granel" do jumbo, mas é preciso estar atento porque têm muitas amêndoas misturadas...e pagamos amêndoa ao preço da avelã :)
- Para descascar a avelã, é só levá-las ao forno os tais 10 minutos, depois embrulham num pano de cozinha e vão "mexendo" até a maior parte das cascas saírem. O resto tirem "à lá pate"...
- Considerem o tamanho das avelãs. Se forem mais pequenas, não deixem tanto tempo no forno. Elas vão ao forno para lhes conseguirmos tirar a casca e para depois "libertarem" o óleo, mas se torrarem muito, pode dar um travo a torrado no final.
- O mel é importante, porque é ele que vai dar o tom adocicado. Como eu usei um mel verdadeiro, da Serra da Freita, que é forte mas pouco doce, acrescentei uma colher de açúcar mascavado no fim.
- Uso cacau magro, quase "puro", por isso vou acrescentando aos pouco, porque é muito forte.
- Usei a minha yammi (=bimba dos pobres) para fazer a nutella, mas acho que qualquer processador de alimentos serve.
No fim, o comentário da Rita a lambusar-se foi: "mamã, esta nutella está deliciosa."
E não preciso de mais reviews, basta-me o dela!
Bjinho,
Vera
Com uma maior consciência dos alimentos que ingerimos, vem também mais trabalho para nós. Na sexta à noite fizémos iogurtes, ontem fizémos a nutella. Mas sabem bem, e a Rita ajuda nestas tarefas com gosto e vai ganhando consciência que devemos optar pelas coisas mais simples e melhores, o que não é necessariamente mais caro.
A nutella, por norma, encanta miúdos e graúdos. E sim, a nutella feita em casa não é igual à nutella que se compra. E ainda bem que assim o é. A nutella feita em casa não leva porcarias, óleos estranhos, açúcares escondidos com nomes de coisa fina. Não fui eu que inventei a receita. Fui inspirar-me para a receita a um outro blog De Sedentário a Maratonista, que por sua vez também já se tinha inspirado noutro blog. Não há necessidade de re-inventar a roda.
Receita:
2 cups (+/- 250ml)
de avelãs
1/2 cup de mel
3 colheres de sopa
de cacau cru em pó
água
Torrar as avelãs no forno a 180ºC durante aproximadamente 10
minutos. Depois tirá-las do forno e deixar arrefecer. Assim que estiverem
frias, triturem-nas bem num processador (ou uma Bimby), até estarem totalmente
moídas. Depois juntem o mel, o cacau e misturem de novo, antes de gradualmente
irem adicionando a água. É importante que adicionem a água só depois de misturarem
bem os primeiros ingredientes, pois até podem não necessitar da água.
Fonte: De Sedentário a Maratonista
Ora, da minha experiência em não seguir receitas à letra, eis os meus comentários:
- Costumo usar 100gramas de avelãs (o que custa mais ou menos 2 euros) e dá a quantidade do pote da fotografia. Aguenta-se uns 15 dias, por isso não vale a pena fazer muita quantidade.
- Apesar de receita original não mencionar, se usarem avelãs com casca, têm de as descascar. O sítio mais barato onde encontro as avelãs é na zona de "granel" do jumbo, mas é preciso estar atento porque têm muitas amêndoas misturadas...e pagamos amêndoa ao preço da avelã :)
- Para descascar a avelã, é só levá-las ao forno os tais 10 minutos, depois embrulham num pano de cozinha e vão "mexendo" até a maior parte das cascas saírem. O resto tirem "à lá pate"...
- Considerem o tamanho das avelãs. Se forem mais pequenas, não deixem tanto tempo no forno. Elas vão ao forno para lhes conseguirmos tirar a casca e para depois "libertarem" o óleo, mas se torrarem muito, pode dar um travo a torrado no final.
- O mel é importante, porque é ele que vai dar o tom adocicado. Como eu usei um mel verdadeiro, da Serra da Freita, que é forte mas pouco doce, acrescentei uma colher de açúcar mascavado no fim.
- Uso cacau magro, quase "puro", por isso vou acrescentando aos pouco, porque é muito forte.
- Usei a minha yammi (=bimba dos pobres) para fazer a nutella, mas acho que qualquer processador de alimentos serve.
No fim, o comentário da Rita a lambusar-se foi: "mamã, esta nutella está deliciosa."
E não preciso de mais reviews, basta-me o dela!
Bjinho,
Vera
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Ai a rotina, a malfadada rotina
Há dias em que caio na cama cansada e frustrada...24 horas dá para fazer tanta coisa, para viver tantas coisas diferentes, mas há dias em que parece que não fazemos nada de útil. As horas esfumam-se, vemos os relógios acelerarem e as nossas baterias a baixarem gradualmente na execução das tarefas...e assim, em nada, se volta a cair na cama, de onde não nos apetece sair de manhã.
Talvez seja apenas da mudança de estação, da falta do sol e da vontade de calçar as havaianas, mas tenho andado a perder baterias mais depressa do que gostaria. É ter a vontade de fazer as coisas, mas o corpo responde à velocidade de um caracol...é querer escrever e não sentir vontade de estar no computador à noite, é querer começar projetos pessoais e adiar consecutivamente...
Até este blog tem sofrido, coitado. Ando há séculos para:
- falar da sorte ou azar no cancro, basicamente desde que saiu um artigo na Science acerca do factor "azar" no cancro;
- falar acerca do que eu acho que contribuiu para o meu cancro:
- retratar aqui melhor as mudanças que fiz na alimentação;
- falar do que tenho feito para abrandar a osteopenia;
- falar das aventuras da minha filha de quase 6 anos;
- falar da reconstrução mamária;
- falar de cancro e da vida pós-cancro.
Porque afinal de contas...há vida depois do bicho, caramba!
O raio da rotina instalada é que não nos deixa viver...eheheheeheh. A malfadada rotina dá cabo de nós...horas para isto, horas para aquilo, trabalhar, comer, dar banho, tratar da casa, dormir, acordar, comer, trabalhar...
Enfim, nada que uma pessoa normal não compreenda e não sinta. Resta saber é como ser feliz e sorrir, mesmo no meio da rotina instalada.
Bjinho,
Vera
Talvez seja apenas da mudança de estação, da falta do sol e da vontade de calçar as havaianas, mas tenho andado a perder baterias mais depressa do que gostaria. É ter a vontade de fazer as coisas, mas o corpo responde à velocidade de um caracol...é querer escrever e não sentir vontade de estar no computador à noite, é querer começar projetos pessoais e adiar consecutivamente...
Até este blog tem sofrido, coitado. Ando há séculos para:
- falar da sorte ou azar no cancro, basicamente desde que saiu um artigo na Science acerca do factor "azar" no cancro;
- falar acerca do que eu acho que contribuiu para o meu cancro:
- retratar aqui melhor as mudanças que fiz na alimentação;
- falar do que tenho feito para abrandar a osteopenia;
- falar das aventuras da minha filha de quase 6 anos;
- falar da reconstrução mamária;
- falar de cancro e da vida pós-cancro.
Porque afinal de contas...há vida depois do bicho, caramba!
O raio da rotina instalada é que não nos deixa viver...eheheheeheh. A malfadada rotina dá cabo de nós...horas para isto, horas para aquilo, trabalhar, comer, dar banho, tratar da casa, dormir, acordar, comer, trabalhar...
Enfim, nada que uma pessoa normal não compreenda e não sinta. Resta saber é como ser feliz e sorrir, mesmo no meio da rotina instalada.
Bjinho,
Vera
segunda-feira, 14 de março de 2016
577
Hoje publiquei no facebook o endereço do mapa da Terry...faço parte desse
mapa. Sou uma pequena mancha verde, o nr. 577. Felizmente estou verde = NED (No
Evidence of Disease).
É impressionante o trabalho que esta mulher norte-americana faz. Diagnosticada em 2007 com cancro inflamatório da mama (IBC), tem dedicado todo o seu tempo a uma causa maior: IBC Network Foundation. Visa alertar e chamar a atenção da comunidade para este tipo de cancro e, via angariação de recursos, financiar investigação científica nesta área específica.
O meu primeiro contacto com a Terry decorreu a meio da minha quimioterapia. Na minha busca por mais e melhor informação, encontrei informação acerca dela e do trabalho que ela fazia em articulação com centros de investigação de alto nível nos EUA.
Contactei-a primeiro por email, depois facebook e agora sou uma delas. Portuguesas, espanholas, francesas, belgas, alemãs...somos muitas europeias a juntar-se a muitas mais americanas e outras nacionalidades. Conversamos, trocamos ideias, opiniões acerca de tratamentos, de novos ensaios clínicos, etc., mas também debatemos a parte humana, a mulher que sofre, os divórcios, as desilusões, o medo, os filhos, as frustrações pós-tratamento, etc.
Este mapa resulta de um esforço dela para demonstrar que, se houvesse informação concertada, então o cancro inflamatório não seria assim tão raro como dizem. Desconhecido pela maioria até na comunidade médica, sim…isso sim e eu própria o experienciei no primeiro hospital que me recebeu.
Partilho o mapa em que apenas eu figuro no nosso país, mas pessoalmente já contactei com, pelo menos, mais três mulheres com IBC. Que sirva para passer uma simples mensagem: não é preciso ter um caroço na mama para ser cancro. No lump, still cancer.
Façam os auto-exames, aprendam a reconhecer os sinais que o vosso corpo transmite.
Beijinho
Vera
Mais informação em https://www.theibcnetwork.org
É impressionante o trabalho que esta mulher norte-americana faz. Diagnosticada em 2007 com cancro inflamatório da mama (IBC), tem dedicado todo o seu tempo a uma causa maior: IBC Network Foundation. Visa alertar e chamar a atenção da comunidade para este tipo de cancro e, via angariação de recursos, financiar investigação científica nesta área específica.
O meu primeiro contacto com a Terry decorreu a meio da minha quimioterapia. Na minha busca por mais e melhor informação, encontrei informação acerca dela e do trabalho que ela fazia em articulação com centros de investigação de alto nível nos EUA.
Contactei-a primeiro por email, depois facebook e agora sou uma delas. Portuguesas, espanholas, francesas, belgas, alemãs...somos muitas europeias a juntar-se a muitas mais americanas e outras nacionalidades. Conversamos, trocamos ideias, opiniões acerca de tratamentos, de novos ensaios clínicos, etc., mas também debatemos a parte humana, a mulher que sofre, os divórcios, as desilusões, o medo, os filhos, as frustrações pós-tratamento, etc.
Este mapa resulta de um esforço dela para demonstrar que, se houvesse informação concertada, então o cancro inflamatório não seria assim tão raro como dizem. Desconhecido pela maioria até na comunidade médica, sim…isso sim e eu própria o experienciei no primeiro hospital que me recebeu.
Partilho o mapa em que apenas eu figuro no nosso país, mas pessoalmente já contactei com, pelo menos, mais três mulheres com IBC. Que sirva para passer uma simples mensagem: não é preciso ter um caroço na mama para ser cancro. No lump, still cancer.
Façam os auto-exames, aprendam a reconhecer os sinais que o vosso corpo transmite.
Beijinho
Vera
Mais informação em https://www.theibcnetwork.org
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
A 'osteocoisa'
Chegaram os resultados dos exames há mais ou menos 3 semanas. Depois da queixa das dores no peito, e tendo em conta que já faço hormonoterapia há mais de 1 ano, a densitometria óssea foi mesmo necessária e revelou já sinais de osteopenia localizados em dois sítios do meu esbelto figurino.
Esta sexta-feira passada já discuti com o meu oncologista os resultados. Era, mais ou menos, de prever que isto acontecesse, até porque já tinha alguns antecedentes de "fraqueza" nos ossos (=reumatismo). Confesso que o nome me levantou alguma desconfiança assim que recebi o relatório, mas depois de bem googlado, entendi em que estado estou em termos de esqueleto.
Nos casos em que a paciente foi diagnosticada com osteopenia e faz inibidores de aromatase, como eu, é recomendável, de acordo com a a literatura, o consumo de suplementos de cálcio e vit. D e o meu oncologista já me prescreveu uma porcaria efervescente que é doce e enjoativa para tomar depois de almoço e depois de jantar...yek, yek, yek! Como eu adoro comprimidos :)
Por outro lado, há outras abordagens mais alternativas, que podem complementar o suplemento, ou eventualmente substitui-lo... Exercício físico regular, alimentação rica (e sem leite de vaca ou derivados no meu caso) e cuidado com as quedas. E claro, continuo com a acupuntura...as agulhas mostraram-me que é possível combater certas coisas sem medicamentos e tem sido uma boa aposta.
Não posso dizer que tenha ficado muito abalada com a osteopenia, até porque já estava, mais ou menos, consciente que a medicação ia provocar os seus efeitos secundários mais cedo ou mais tarde. Enquanto for assim, estamos bem! Entretanto, se me virem a andar de elevador, relembrem-me que há escadas até ao 3º andar, mas com jeitinho!
Bjinho
vera
Esta sexta-feira passada já discuti com o meu oncologista os resultados. Era, mais ou menos, de prever que isto acontecesse, até porque já tinha alguns antecedentes de "fraqueza" nos ossos (=reumatismo). Confesso que o nome me levantou alguma desconfiança assim que recebi o relatório, mas depois de bem googlado, entendi em que estado estou em termos de esqueleto.
Nos casos em que a paciente foi diagnosticada com osteopenia e faz inibidores de aromatase, como eu, é recomendável, de acordo com a a literatura, o consumo de suplementos de cálcio e vit. D e o meu oncologista já me prescreveu uma porcaria efervescente que é doce e enjoativa para tomar depois de almoço e depois de jantar...yek, yek, yek! Como eu adoro comprimidos :)
Por outro lado, há outras abordagens mais alternativas, que podem complementar o suplemento, ou eventualmente substitui-lo... Exercício físico regular, alimentação rica (e sem leite de vaca ou derivados no meu caso) e cuidado com as quedas. E claro, continuo com a acupuntura...as agulhas mostraram-me que é possível combater certas coisas sem medicamentos e tem sido uma boa aposta.
Não posso dizer que tenha ficado muito abalada com a osteopenia, até porque já estava, mais ou menos, consciente que a medicação ia provocar os seus efeitos secundários mais cedo ou mais tarde. Enquanto for assim, estamos bem! Entretanto, se me virem a andar de elevador, relembrem-me que há escadas até ao 3º andar, mas com jeitinho!
Bjinho
vera
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Dia do sapato de casamento
Todos nós temos um par de sapatos de casamento, aqueles que correm as festas dos outros, os eventos mais exigentes e para as alturas em que queremos estar melhor "apresentadas". Hoje foi um dia desses. Saíram de casa após meses na sapateira e a única conclusão a que chego é a seguinte: Como raio consegue alguém andar de saltos diariamente?
Brincadeirinha à parte, é nestes dias que eu consigo aperceber-me como o cancro me tornou mais calma. Num dia de apresentação de um projeto, muito passível de me tirar do sério há uns tempos atrás, eu até andava zen até quase ficar sem opções para projetar. Prefiro, sem sombra de dúvidas, trabalhar com a Apple, mas hoje problemas na projeção quase, quase me fizeram implorar por um PC :)
Quando passamos por um cancro, ou por uma outra qualquer provação, juramos a nos próprios que nunca mais nos vamos chatear com miudezas, vamos deixar de nos irritar com quem nos irrita, vamos deixar de nos abalar com picuinhices, etc, etc...mas depois, entrando novamente na vida real, é difícil controlar e fazermos uma vida à parte. Dou por mim muitas vezes a pensar como reagiria a uma dada situação há 2 anos atrás e como quero reagir atualmente. Isso permite acalmar muita da ansiedade, controlar o stress e manter alguma sanidade mental perante os imprevistos, tentando sempre manter a boa disposição.
Continuo a achar que anda meio mundo chateado com outro...mas eu prefiro continuar a sorrir para ambos, enquanto me deixarem.
Beijinho, sejam felizes e usem sapatos rasos...
Brincadeirinha à parte, é nestes dias que eu consigo aperceber-me como o cancro me tornou mais calma. Num dia de apresentação de um projeto, muito passível de me tirar do sério há uns tempos atrás, eu até andava zen até quase ficar sem opções para projetar. Prefiro, sem sombra de dúvidas, trabalhar com a Apple, mas hoje problemas na projeção quase, quase me fizeram implorar por um PC :)
Quando passamos por um cancro, ou por uma outra qualquer provação, juramos a nos próprios que nunca mais nos vamos chatear com miudezas, vamos deixar de nos irritar com quem nos irrita, vamos deixar de nos abalar com picuinhices, etc, etc...mas depois, entrando novamente na vida real, é difícil controlar e fazermos uma vida à parte. Dou por mim muitas vezes a pensar como reagiria a uma dada situação há 2 anos atrás e como quero reagir atualmente. Isso permite acalmar muita da ansiedade, controlar o stress e manter alguma sanidade mental perante os imprevistos, tentando sempre manter a boa disposição.
Continuo a achar que anda meio mundo chateado com outro...mas eu prefiro continuar a sorrir para ambos, enquanto me deixarem.
Beijinho, sejam felizes e usem sapatos rasos...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Catrapumbas
Há dias em que a mais pequena coisa nos consegue chatear e carregar o nosso corpo de stress oxidativo e energias negativas. Todos temos esses dias em que sentimos a fatalidade das coisas. Caímos, levantamo-nos e vamo-nos equilibrando, tentando não cair e não tropeçar. Mas a vida é mesmo feita disso e catrapumbas... lá estamos nós num rodopio novamente. Ora estamos bem, ora mal, ora remediados. Há uns melhor, uns pior e outros na mesma mó. E depois há os que julgam ter, os que julgam poder, os que julgam controlar a vida. Que vã ilusão.
Tenho-me deparado com tantos casos de cancro à minha volta em pessoas que não fazem mal a uma mosca. E depois vejo pessoas más, ruins a quem nada acontece e vivem felizes com o mal-estar alheio....ah injustiça. Houvesse alguma forma de mandar e era nesses em quem recairiam as doenças e as coisas más desta vida, e não em crianças pequenas ou noutros seres inofensivos.
Vou colocar o meu azedume de hoje na cama...pode ser falta de descanso.
Bjinho
vera
Tenho-me deparado com tantos casos de cancro à minha volta em pessoas que não fazem mal a uma mosca. E depois vejo pessoas más, ruins a quem nada acontece e vivem felizes com o mal-estar alheio....ah injustiça. Houvesse alguma forma de mandar e era nesses em quem recairiam as doenças e as coisas más desta vida, e não em crianças pequenas ou noutros seres inofensivos.
Vou colocar o meu azedume de hoje na cama...pode ser falta de descanso.
Bjinho
vera
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